novas linguagens
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Guattari, no livro “As Três Ecologias” manifesta sua indignação perante o mundo deteriorado e a ociosidade humana causada pelo desenvolvimento das máquinas diante do planeta que precisa sobreviver. Chama de “Ecosofia” uma articulação ético-política entre três registros ecológicos; o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana. Questiona a maneira de viver agora, e pede uma resposta em escala planetária que reoriente os objetivos da produção de bens. Desconsidera oposições dualísticas tradicionais e busca “antídotos” contra a uniformização midiática/telemática, o conformismos das modas, as manipulações de opinião pela publicidade, fechamentos que levam ao racismo, fanatismos, cismas nacionais ou exploração do trabalho. A maneira do sujeito existir não é livre, somos territórios vulneráveis nos agenciamentos a que estamos submetidos por todos os lados. A prática ecológica identifica vetores de subjetivação do Capitalismo Mundial Integrado, que o autor chama de CMI, que age, cada vez mais, a descentrar seus focos de poder para estruturas produtoras de signos, de sintaxe e de subjetividade, através, também, do controle que exerce na mídia. Quem sou sem tudo isso?